Muffins de beterraba com creme de cenoura

Na semana passada o blog Healthy Bites fez-me uma entrevista. Falámos da nossa introdução à paleo como família, das nossas escolhas e de como conciliar a alimentação dos minis com o dia-a-dia.
Fechámos esta entrevista com uma receita nova! Muffins de beterraba com creme de cenoura 🙂2017-08-20 18.58.29

(…)

Como conheceste a alimentação “Paleo”?

Conheci  o nome “paleo” muito antes de me tornar paleo. Com dois filhos e um marido intolerantes à lactose, procurava receitas muitas vezes em blogs internacionais, principalmente para festas ou quando recebíamos amigos em casa.
Era comum cruzar-me com o termo “paleo” e apesar de desconhecer ainda o que estava por detrás das receitas. Quando há dois anos se verificou a minha intolerância ao glúten,  foi uma das palavras que comecei a utilizar nos motores de busca, já que sabia que ia encontrar receitas alternativas às típicas com glúten e lactose.
Numa das minhas viagens, comprei  no aeroporto “A Dieta Paleo” de Loren Cordain e, apesar de não ser a corrente da paleo que sigo hoje em dia, o livro fez todo o sentido para mim naquele momento. Seguiu-se o “Energia Paleo” do Mark Sisson, descobri o blog do Doutor Souto  e claro que não podia deixar de mencionar o grupo Paleo Descomplicado e o site PaleoXXI.  Li outros autores cuja capa do livro não se refere propriamente à paleo, fui vendo vários vídeos e ouvindo pod-casts durante todo o processo, e toda a informação encaixava como um puzzle e ia ao encontro do que eu intrinsecamente acreditava.

Quais foram os objectivos iniciais quando te tornaste “Paleo”?

O objectivo principal foi sem dúvida melhorar a minha saúde e a da minha família.
Eu estava há quase um ano, sem comer glúten, mas mantinha alguma inflamação no corpo.  Para além disso tinha aumentado de peso ao começar a consumir alimentos rotulados “sem glúten”, arroz e fruta em excesso,  nomeadamente em viagens em que tinha que evitar ao máximo contaminação cruzada.

Quais as principais dificuldades que sentiste nesta mudança?

Na realidade não senti dificuldade!
Naturalmente as idas iniciais ao supermercado foram mais demoradas, aprender a ler os rótulos outra vez…. sim porque com as intolerâncias cá de casa já era obrigada a ler rótulos.
Hoje em dia já sei onde vou comprar o quê e recebo em casa produtos directamente do produtor.
Na alimentação em si, também não sentimos dificuldades em casa. Sempre cozinhei bastante, é uma coisa que gosto realmente de fazer, é o meu escape.
A criatividade na cozinha sempre esteve presente na nossa casa, o gosto por experimentar sabores, misturar texturas… daí surgiu o PaleoliTips, para poder passar receitas aos amigos que vinham comer cá a casa e viam que comer saudável não tem que ser aborrecido.

Na tua opinião porque é que “Paleo” faz sentido?

Se o Homem evoluiu durante  milhares de anos comendo de uma forma similar a esta, se encontram provas da inexistência de algumas doenças na época e em tribos que continuam a viver isoladas nos dias de hoje, sem acesso a processados e alimentos geneticamente modificados, porque não faria sentido?!

Quais as preocupações que tens diariamente na escolha dos alimentos em tua casa?

Actualmente tento conhecer a proveniência dos alimentos que entram em casa, dou preferência a comprar os frescos directamente ao produtor, produto nacional, quando não é possível opto por biológicos do supermercado ou em último dos casos… o que estiver disponível naquele momento. A carne dou preferência à de animais de pasto, o peixe quando consigo vou comprar à praia.
Naturalmente não é uma coisa que consiga controlar a 100%, vivo numa cidade e viajo com frequência pelo que muitas vezes temos que nos adaptar simplesmente aos produtos que temos disponíveis em cada lugar.

Tens alguma preocupação diferente nas escolhas alimentares dos teus filhos?

Sim  tenho, sem dúvida. Nunca fomos de comprar chupas, chocolates ou o típico pacote de batata frita, os meus filhos sempre tiveram uma alimentação diferente dos restantes meninos, tanto na escola, nas festas, nos lanches no parque. Nunca comprámos bolinhos industriais, mas comeram várias vezes “Campurrianas” (uma tipo de bolachas da Cuétara, muito comum em Espanha, que parecem artesanais), em viagens também comeram potinhos ou uma vez ou outra beberam pacotinhos de sumo.
No entanto sempre fizeram, do nosso ponto de vista naquela época e hoje em dia penso o mesmo, uma alimentação equilibrada do ponto de vista nutricional.
Hoje em dia faria escolhas diferentes, mas a informação que possuo é outra !

E quando em festas ou almoços de família os teus minis tem ao dispor outro tipo de comida? Como é que eles reagem?

Há coisas que são para ser comidas em dia de festa, uma gelatina, gomas….como não têm o hábito de comer noutras ocasiões, não passam disso mesmo, comida de festa.
Temos sempre atenção aos lácteos, evitamos que comam glúten e por norma levo sempre algum doce ou salgado como contributo para a festa que todos podemos partilhar.
Os meus pais fazem uma alimentação paleo pelo que quando ficam em casa dos avós não há grandes excepções.

A família/amigos tentam oferecer ou oferecem alimentos aos teus filhos que tu não lhe queres dar? Como reages?

(…)

Podem ler a entrevista na íntegra e a receita aqui. 🙂

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